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title: "Cada um no seu squad: Como os dados ajudam a romper barreiras entre as áreas?"
description: Dividir os times em squads dentro de uma empresa para ter pessoas dedicadas a assuntos específicos e ganhar mais agilidade na operação faz todo sentido
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# [Cada um no seu squad: Como os dados ajudam a romper barreiras entre as áreas?](https://blog.math.group/como-os-dados-ajudam-a-romper-barreiras-entre-as-areas)

 Escrito por [Fabiana Korte do Amaral](https://blog.math.group/author/fabiana-korte-do-amaral) | 08/06/2020 22:14:13

Dividir os times em squads dentro de uma empresa para ter pessoas dedicadas a assuntos específicos e ganhar mais agilidade na operação faz todo sentido. Porém, essa divisão não deve criar muros entre as equipes ou fazer com que os indicadores sejam compartilhados somente entre cada área.

O que acontece muitas vezes é que de tão focado e dedicado que um grupo se torna, o laço que existia com os outros times fica enfraquecido. Percebemos isso principalmente quando falamos de visão estruturada de dados.

**Vamos entender como podemos melhorar os resultados de qualquer empresa apostando na integração das áreas através da coleta de dados e dashboards estratégicos.** 

## **De olho nas metas e objetivos da empresa**

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Para ilustrar melhor a questão, **vamos trazer esse conceito para o exemplo de uma Universidade** e, de forma simplificada, pensar em como seria essa estrutura aplicada à realidade. 

Em uma instituição de ensino superior, temos a **squad de aquisição, de conversão, de relacionamento com aluno, de retenção, de marketing e publicidade**, entre tantas outras. Claro que a meta geral da empresa é única: captar e reter o maior número de alunos possível. Entretanto, cada time tem seus indicadores operacionais – e eles muitas vezes ficam somente em determinado “quadrado”.

## **Se cada squad olhar só para o seu quadrado…**

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Como exemplo, o time de Aquisição é responsável por desenhar estratégias com foco na inscrição de alunos. Já o time de Marketing e Publicidade é encarregado de criar campanhas criativas e gerenciar os investimentos em mídia paga para maior eficiência e melhor custo (não precisa gerar necessariamente uma economia, mas uma forma de trazer os melhores resultados, otimizando os investimentos). E do “outro lado do andar”, está o time de relacionamento com os alunos, responsável por toda comunicação e vínculo entre os estudantes e a instituição, e que tem como objetivo aumentar o engajamento com as aulas e programas acadêmicos.

**As dificuldades começam a aparecer a partir do momento em que não há interação entre esses times**. Cada colaborador precisa entender que a união das áreas gera resultados positivos e os aproximam da meta geral da empresa, provando que metas são pensadas e calculadas em cima de esforços conjuntos. 

Voltando ao exemplo, **caso não haja essa interação, o time de aquisição não estará preocupado em saber qual foi o custo real de cada aluno que ocupou a sala de aula. **Por sua vez, o time de relacionamento com os alunos não passará nenhum insight sobre comportamento e perfil que poderia contribuir com a estratégia de mídia. Indo mais além, o time de retenção vai encontrar dificuldades para remediar as solicitações de cancelamento de matrícula, sem ter a noção de que talvez uma parte dos desistentes já estava fadada a abandonar o curso por não fazer parte do público alvo da universidade.

Sim, isso acontece com maior frequência do que pensamos! 

## **A visão de um gestor estratégico**

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Quando começamos a buscar uma visão executiva dos principais indicadores, **não importa qual é a squad responsável pelos dados em questão ou se cada um deles vai ser pinçado em um time diferente**. De qualquer maneira, esses números precisam estar amarrados de forma coerente para permitir uma visão estruturada e que traga de fato respostas. 

E é nesse momento que surge a possibilidade (maravilhosa) de se inspirar em indicadores e métricas operacionais do time de um andar diferente, ou da sala ao lado, e descobrir que dados estruturados dessa outra área podem auxiliar no desenho de uma estratégia muito mais robusta e assertiva.

## **Assertividade com a coleta e mineração de dados**

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Para finalizar, voltamos para o exemplo da universidade. Se entendermos que uma campanha de marketing com *apelo X* traz eventualmente menos alunos do que uma campanha com *apelo Y*, contudo, esses alunos são mais comprometidos com as aulas, possuem melhores notas e estão em maior percentual no grupo que paga a mensalidade em dia (informações que podem ser obtidas com as outras equipes), podemos usar esse insight, com base em dados específicos, [**para dizer quais são as campanhas que dão o melhor retorno a médio/longo prazo.**](https://blog.math.group/retorno-do-modelo-atribuicao-midia-canal-marketing?hsLang=pt-br)

Além disso, através da análise de dados, conseguimos calcular o [ROI ](https://blog.math.group/estrategia-de-marketing-com-melhor-roi?hsLang=pt-br)das campanhas e ações feitas. Nesta hipótese, podemos medir e comparar se o custo para dar um “tiro de canhão” (com o objetivo de atingir o maior número de pessoas) é muito alto e se ele acaba por converter alunos fora do perfil da universidade, que solicitam o encerramento da matrícula em menos de 1 ano de curso. Se for o caso, ficará claro que esse investimento precisará ser revisto. 

**A resposta não está em virar uma chave e abandonar completamente outras ideias para tomar decisões**. A grande vantagem de se aliar aos dados é entender quais deles podem ser costurados em cada squad – não importando a qual time/andar/sala eles pertençam – e assim, obter uma visão estratégica do seu negócio e permitir obter a construção de um [dashboard ](https://blog.math.group/7-livros-de-data-visualization-dashboards?hsLang=pt-br)ou report sem deixar gaps no meio do caminho.

<https://dothemath.blog/inbound/0owu756e2iv?hsLang=pt-br>

 

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