Verticais
Cases
Soluções
Cases
Produtos
Insights
Cases

O setor financeiro chega ao FEBRABAN TECH 2026 com investimentos crescentes em tecnologia e um desafio mais específico: transformar esse avanço em eficiência, receita e melhores experiências para o cliente, sem abrir mão na segurança.

A Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária 2026 estima que os investimentos dos bancos em tecnologia alcançarão R$ 50,4 bilhões em 2026. Cloud e inteligência artificial generativa aparecem entre os temas protagonistas no orçamento de 84% das instituições participantes. Ao mesmo tempo, cerca de 60% dos bancos ainda estão nas fases iniciais de adoção de IA.

Essa distância entre investimento, automação e impacto ajuda a interpretar a programação do FEBRABAN TECH 2026. Entre 24 e 26 de agosto, agentes inteligentes, infraestrutura, governança, cibersegurança, Open Finance, pagamentos e liderança estarão entre os temas discutidos no Distrito Anhembi, em São Paulo.


Resposta rápida

No FEBRABAN TECH 2026, vale observar como as instituições financeiras estão levando agentes de IA para produção, conectando dados e sistemas, estruturando governança e relacionando automação a indicadores concretos de eficiência, receita, experiência e risco.


1. Agentes de IA avançam do piloto para a produção

Os agentes inteligentes ocupam um espaço relevante na programação do evento. As sessões abordam sua evolução em relação aos assistentes, a chegada do banking agêntico à produção e os riscos de ambientes com múltiplos agentes.

O principal ponto será entender como os bancos estão estruturando a autonomia dos agentes dentro das operações. Isso envolve integração com sistemas internos, definição de limites de atuação, pontos de aprovação humana e registro das ações executadas.

A relação entre esses elementos aparece em um case de governança de IA e ecossistema de agentes da MATH. Ao estruturar agentes especializados com contexto, processos e critérios de governança definidos, o projeto reduziu o retrabalho em 88% e gerou ganhos de tempo superiores a 40% nas entregas.


2. A infraestrutura influencia o resultado da IA

A sessão “A infraestrutura invisível da hiperpersonalização” coloca em pauta uma camada que afeta disponibilidade, custo, velocidade e qualidade da experiência.

Uma aplicação bancária precisa consultar informações atualizadas, acessar diferentes sistemas e preservar segurança e rastreabilidade. Quando essa base apresenta falhas, o problema chega ao cliente, mesmo que o modelo utilizado tenha bom desempenho.

Por isso, vale acompanhar como as instituições estão tratando integração, observabilidade, reutilização de componentes e controle dos custos computacionais. O artigo Por que infraestrutura passou a definir o sucesso da IA nas empresas aprofunda essa relação entre arquitetura, escala e retorno.


3. Open Finance depende do uso operacional dos dados

A programação do terceiro dia inclui a sessão “Governança, interoperabilidade e assimetrias: os limites do Open Finance”. O debate ajuda a compreender como o setor pretende transformar o compartilhamento de dados em decisões úteis.

A interoperabilidade cria condições para que informações circulem entre sistemas e instituições. O impacto depende da qualidade, atualização, padronização, consentimento e capacidade de interpretar esses dados dentro de uma jornada.

No evento, vale observar como o Open Finance será relacionado a aplicações como crédito, prevenção a fraudes, personalização e gestão financeira. A discussão sobre Smart Data no Open Finance mostra como dados consentidos podem apoiar decisões quando possuem origem, contexto e critérios claros de uso.


4. Cibersegurança passa a considerar agentes e identidades sintéticas

Cibersegurança foi classificada como prioridade de relevância alta ou média por 100% dos bancos participantes da Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária 2026.

A programação relaciona o tema a deepfakes, fraude sintética, identidade digital e responsabilidade institucional. A atuação de agentes acrescenta outra camada, já que esses sistemas podem consultar dados, atualizar registros e iniciar ações.

O ponto central será compreender como identidade, autenticação, permissões, monitoramento e resposta a incidentes serão incorporados aos mesmos fluxos em que decisões e transações acontecem.


5. Pagamentos e interfaces conversacionais redesenham jornadas

O celular já concentra 78% das transações bancárias no Brasil. Em 2025, foram 187,5 bilhões de transações pelo mobile banking, segundo a Febraban.

Esse contexto ajuda a interpretar as sessões sobre o protagonismo do celular nos pagamentos e a passagem do app para interfaces conversacionais.

Chats e agentes são capazes de reduzir etapas e interpretar a intenção do cliente. Mas, para isso, precisam acessar dados, produtos, políticas e sistemas transacionais. Também devem preservar contexto, confirmar identidade, explicar condições e encaminhar exceções para atendimento humano.

Assim, a análise precisa ir além da interface e verificar se a tecnologia contribui para concluir a necessidade do cliente com menos esforço, segurança e clareza.


6. Governança precisa chegar à operação

Regulação e governança aparecem em painéis sobre IA, agentes, Open Finance e tokenização. O Banco Central também incluiu o estudo dos riscos e impactos da inteligência artificial nas instituições financeiras entre suas prioridades regulatórias para 2025 e 2026.

Durante o evento, será importante observar como princípios e políticas serão traduzidos em controles operacionais. Para agentes de IA, isso inclui definir quem responde por uma ação, quais decisões podem ser automatizadas, quando uma pessoa precisa intervir e como a instituição registra o caminho percorrido pelo sistema.

A governança de IA antes da escala organiza essas decisões em responsabilidades, controles e mecanismos de monitoramento.


7. Lideranças definem os limites da automação

A programação também amplia a discussão para liderança, produtividade, organização do trabalho e tomada de decisão.

A adoção de IA redistribui atividades entre pessoas e sistemas. Cabe às lideranças definir quais decisões podem ser delegadas, quais competências precisam permanecer nas equipes e como acompanhar o impacto dos fluxos automatizados.

Em ações com efeito financeiro, regulatório, operacional ou reputacional, a participação humana em pontos específicos pode ampliar o controle e preservar os ganhos de eficiência nas demais etapas.


Como transformar os aprendizados do evento em decisões práticas

A quantidade de discussões pode dificultar a aplicação do conteúdo depois do evento. Uma forma de organizar os aprendizados é analisar cada iniciativa a partir de cinco critérios:

  • Mudança observada: qual transformação operacional ou tecnológica foi apresentada.
  • Indicador afetado: qual métrica de receita, custo, experiência, risco ou produtividade pode mudar.
  • Dependências: quais dados, integrações e competências sustentam a iniciativa.
  • Responsabilidade: quem acompanha, valida e responde pelas decisões.
  • Próximo passo: qual processo da sua empresa pode ser analisado a partir do aprendizado.

Esses critérios ajudam a relacionar as tendências apresentadas às prioridades e às condições reais de cada organização.


Do evento para a operação

O FEBRABAN TECH 2026 deve mostrar um setor avançando da experimentação para a escala. Agentes ganham autonomia, interfaces conversacionais chegam às jornadas bancárias e dados circulam por ecossistemas mais conectados.

O principal ponto será identificar como cada iniciativa aproxima automação e resultado. Projetos preparados para produção precisam definir indicadores, integrar sistemas, organizar responsabilidades e estabelecer controles compatíveis com o impacto de cada ação.

A MATH estará no estande A144, próximo à Praça de Alimentação, com demonstrações de agentes operando em workflows financeiros, um agente de diagnóstico por voz e conversas do DoTheMATH com executivos do setor.

Acompanhe a curadoria da MATH para selecionar as palestras do FEBRABAN TECH 2026 e entender como agentes, dados, governança e liderança aproximam automação e resultado.



FAQ

1) O que é o FEBRABAN TECH 2026?
O FEBRABAN TECH 2026 é um evento de tecnologia e inovação voltado ao setor financeiro. A edição acontece de 24 a 26 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo.

2) Quais temas devem ganhar destaque no FEBRABAN TECH 2026?
Agentes de IA, infraestrutura, Open Finance, cibersegurança, pagamentos digitais, governança, regulação e liderança humana estão entre os principais temas da programação.

3) O que observar nas palestras sobre agentes de IA?
Vale identificar como os agentes serão integrados a sistemas bancários, quais dados poderão acessar, quais ações executarão, onde haverá validação humana e como as decisões serão registradas e auditadas.

4) Por que infraestrutura é importante para a IA no setor financeiro?
A infraestrutura influencia disponibilidade, tempo de resposta, integração com sistemas, atualização dos dados, segurança e custo operacional. Esses fatores determinam se uma aplicação de IA consegue funcionar em escala.

5) Como avaliar os resultados de uma iniciativa de IA em bancos?
A avaliação deve relacionar a iniciativa a indicadores de negócio, como redução de custo, produtividade, conversão, receita, tempo de atendimento, qualidade da decisão, disponibilidade e exposição a riscos.

Time MATH
Post by Time MATH
agosto 13, 2026
Método científico aplicado em Mídia, CRM, Marketing e Tecnologia.